Guaruclean

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O selo de associado da APRAG é a garantia de empresa legalizada, que realiza um trabalho sério no controle de pragas urbanas.



Pragas urbanas são espécies de insetos ou animais que infestam os campos e cidades provocando danos à nossa saúde. E podem picar, morder, danificar alimentos e objetos e ainda transmitir doenças ao homem.

Pombo

  

Pombos

 


 

Os pombos são aves comuns em quase todas as cidades brasileiras e em todos os meses do ano. Considerados como símbolo da paz e alimentados por milhares de pessoas, poucos sabem do perigo à saúde pública que estes animais significam. Suas fezes podem conter fungos e outros microrganismos causadores de doenças graves como a criptococose, psitacose e salmonelose. Desta forma as fezes devem ser umedecidas antes de serem retiradas, para evitar a inalação de esporos de fungos e outras formas causadoras de doenças. Outros organismos, tais como, piolhos, ácaros e pulgas também podem afetar o ser humano caso esteja próximo a seus ninhos. Armazéns de alimentos humanos ou de animais também podem ser contaminados, especialmente silos que armazenam grãos e sementes. Suas fezes também sujam e destroem o patrimônio, pois são ácidas e deterioram materiais. Seus ninhos entopem calhas e quando ocorrem próximo a aeroportos podem ocasionar acidentes à aviação.  

 

BIOLOGIA

Os pombos vivem em quase todos os tipos de ambientes, especialmente onde vive o homem, pois dele depende sua alimentação e abrigo. Um pombo típico, possui coloração acinzentada, apesar de a cor variar do branco ao preto, pesa aproximadamente 370g e mede cerca de 28 cm de comprimento.

Possuem hábito monogâmico e depois de 8 a 12 dias após a cópula a fêmea deposita um ou dois ovos. Quatro a seis semanas após a postura os filhotes já estão aptos a sair do ninho. A reprodução se faz em qualquer período do ano, conseqüentemente as populações tornam-se numerosas.

A fêmea é sempre menor do que o macho. Caso os ovos sejam retirados do ninho e ela não esteja separada do macho, ela deposita mais dois ovos, dois dias depois. O ovo pesa aproximadamente 20g e sua constituição é semelhante à do ovo da galinha. A casca é esbranquiçada e frágil e a clara, quando cozida, apresenta aspecto vítreo.

Os pombos jovens estão maduros sexualmente com três meses de idade.

O ninho dos pombos é feito de gravetos, capim ou qualquer outro material tal como fio de algodão. Seu aspecto é mais achatado do que os ninhos cônicos que vemos pendurados em árvores.

Na natureza os pombos vivem de 3 a 4 anos em média, mas existem registros de aves que viveram até 15 anos.

Os pombos raramente voam para muito longe do local onde costumam repousar, apesar de serem observados bandos de pombos voando sobre as cidades brasileiras, eles sempre repousam sobre construções e monumentos geralmente voltando para o mesmo local. Alimentam-se de uma variedade de grãos, sementes, lixo orgânico e plântulas.  

 

 

Controle de Pombos

  

O potencial de reprodução dos pombos está intimamente associado à oferta de alimento. Pode-se, até mesmo, dizer que a capacidade reprodutora dos pombos é regulada pela abundância de alimentação, com influências significativas no aumento do número de ninhadas/ano de 2 ou 3 para 5 ou 6, quando a disponibilidade alimentar é alta. 

A supressão alimentar torna-se fator limitante prioritário de controle, com resultados diretos na redução do potencial reprodutivo e da densidade populacional destas aves. A supressão ou redução da oferta de alimento está, no entanto, na dependência de posturas da própria população, principalmente de crianças e idosos, que representam os principais provedores de alimento para os pombos. Por outro lado, a simbologia religiosa, de paz e de amor contida neste grupo de pássaros e que resulta em uma enorme simpatia da população por eles, dificulta a implantação de medidas de controle cultural, pois as pessoas não assumem os transtornos médico-sanitários relacionados a estas aves em grandes centros urbanos. 

Somente uma campanha educativa de âmbito privado e governamental, para conscientização individual e coletiva, surtirá efeitos quanto à importância da supressão alimentar dos pombos pela população. Outras medidas de controle em situações emergenciais e de alta proliferação poderão contribuir para minimizar os desconfortos causados por pombos, embora possam apresentar, algumas vezes, limitações quanto à temporalidade dos resultados, custos financeiros representativos e resultados a médio ou longo prazo.

 

 

MEDIDAS DE CONTROLE

 
Consiste na construção de pombais que funcionam como pontos de concentração e nidificação de pombos, onde os ovos e os ninhos passam a ser destruídos de forma controlada. É uma técnica que requer persistência, pois os ovos devem ser quebrados a cada 2 semanas, até que a mortalidade natural elimine os adultos. Leva de 3 a 4 anos e deve ser empregada junto a outras medidas de controle.

São medidas de controle que irão interferir diretamente na redução populacional dos pombos. 

 

EMPREGO DE SUBSTANCIAS ANTICONCEPCIONAIS
Consiste na impregnação de grãos com substâncias contraceptivas, tendo-se como agravante o custo elevado, o fato de não ser específica e atingir aves não alvo e de estar à dose efetiva muito próxima da dose letal, criando um fator de risco de mortalidade.

 

O produto comercial disponível no mercado externo, à base de di-hidro cloro, é um inibidor de reprodução (quimioesterilizante), que tem sido estudado para controle de pombos, devendo ser aplicado 2 vezes/ano, por 3 ou mais anos consecutivos, com alimentação seqüencial de 10 dias. A primeira alimentação deve ser oferecida na época de queda da taxa de reprodução, em agosto/setembro.
O aporte de pombos na área prejudica o programa de controle.

 

USO DE POMBAIS DE REPRODUÇÃO CONTROLADA

Consiste na construção de pombais que funcionam como pontos de concentração e nidificação de pombos, onde os ovos e os ninhos passam a ser destruídos de forma controlada. É uma técnica que requer persistência, pois os ovos devem ser quebrados a cada 2 semanas, até que a mortalidade natural elimine os adultos. Leva de 3 a 4 anos e deve ser empregada junto a outras medidas de controle.

 

INCLINAÇÃO DE SUPERFICIES DE POUSO

Representa a modificação física de superfícies de pouso, quanto ao ângulo de inclinação, tornando-as instáveis ao pouso dos pombos que se sentem ameaçados nesta situação de declive.

 

EMPREGO DE ACESSÓRIOS DESESTABILIZADORES DE POUSO

Consiste no emprego de acessórios, que podem ser espículas, molas ou fios de nylon, que ao serem instalados nas superfícies de pouso causam uma sensação de instabilidade para os pombos, provocando seu afastamento.
Estes acessórios devem ser instalados ao longo das superfícies e quando estas são muito largas, recomenda-se o uso de 2 ou 3 fileiras destes dispositivos.

Estes desestabilizadores de pouso são comercializados em representantes do segmento e vêm com as peças próprias para fixação no local.
Em pequenas áreas (por ex. parapeitos de janelas), as espículas podem ser substituídas pela planta conhecida como "Coroa de Cristo”, que afasta os pombos de modo similar.

A fixação artesanal de pregos com as pontas voltadas para cima e próximos uns aos outros podem surtir resultado em áreas limitadas.
No caso dos fios de nylon, pode-se optar pelo uso de fios de pescaria, presos nas extremidades por um prego.

Os fios devem estar tencionados a 10 cm da superfície e afastados 3 cm entre si. Estes acessórios podem ser empregados em calhas de prédios, parapeitos, beirais e quaisquer outras superfícies a critério da situação encontrada.

Barreiras físicas (Espículas)

 

Barreiras Físicas

VEDAÇÃO DE ESPAÇOS

Consistem na vedação de vãos de acesso em forros de telhado, desvãos, saídas de tubulações de serviço e outros espaços, com estruturas de tela, tapumes ou argamassa, conforme a característica do local.

Os aparelhos de ar condicionado podem ser recobertos com redes de poliuretano em sua parte externa, para evitar a nidificação de pombos nos vãos. Estas redes são praticamente invisíveis, podendo ser utilizadas em janelas de prédios históricos, para prevenir a entrada de pombos. As telas de arame galvanizado de ¾ de polegada têm maior resistência e vida útil do que as telas de plástico, sendo de custo mais elevado.
Existem empresas especializadas na instalação destas telas.

 Telas bloqueadoras

EMPREGO DE ELEMENTOS ASSUSTADORES

Os elementos assustadores podem ser de 2 tipos: assustadores visuais e assustadores auditivos.

ASSUSTADORES VISUAIS

Significa o emprego de manequins de predadores e de estruturas refletoras.
O emprego de manequins de corujas, falcões ou outras aves de rapina, que são predadores biológicos naturais dos pombos, desencorajam sua aproximação, desempenhando a função de espantalhos.
As estruturas refletoras de luz solar, como espelhos e fitas metálicas e luzes estroboscópicas causam um incômodo visual nos pombos, afastando-os dos locais.
É importante esclarecer que as aves habituam-se rapidamente às técnicas de susto. Estas somente têm indicação como medida de impacto, complementar a uma estratégia de controle mais abrangente.

NOTA: Alguns aeroportos utilizam falcões, que são predadores naturais de pombos, para afugentá-los e minimizar os problemas causados por pássaros que podem chocar-se com flaps de aeronaves ou serem sugados por turbinas e provocar acidentes.


ASSUSTADORES AUDITIVOS

O emprego de sons que afugentam os pombos, como explosão de fogos de artifício, chacoalhar de estruturas metálicas (latões, panelas), ultra-som, sons miméticos de predadores, ou tiros de ar comprimido são medidas de efeito bastante transitório.

 

PERSUASÃO DO POUSO POR SUBSTÂNCIAS REPELENTES

Consiste no emprego de substâncias atóxicas, sem adição de praguicidas ou repelentes químicos, que têm a função de inibir o pouso dos pombos, por causar repelência por irritação de contato. Estas substâncias são em forma de gel, podendo funcionar por períodos determinados pelas características do ambiente. Em locais muito empoeirados ou com produção de substâncias oleosas, o gel repelente tende a ter seu efeito residual encurtado, podendo atuar por 3 a 6 meses, no máximo. Em locais protegidos de sujeiras que possam aderir ao gel, seu tempo de duração será estendido por um período mais longo. O gel perde sua efetividade não somente pelo acúmulo de pó, mas algumas marcas comerciais não resistem bem ao calor.


O gel repelente é bastante indicado para parapeitos, vãos de acesso, locais de pouso em fachadas de prédios, grades de aparelho de ar condicionado, estruturas arquitetônicas de alto relevo de prédios de construção antiga e outros.
O gel deve ser aplicado em faixas onduladas, visando aumentar a área tratada e melhor impedir o pouso dos pombos.

 

EMPREGO DE CERCAS ELETRIFICADAS

Consiste na instalação de arame eletrificado como barreira de contenção da invasão de pombos. É uma medida de controle de alto custo, que requer instalação e manutenção profissional especializada. A carga elétrica deve caracterizar-se por uma alta voltagem associada a uma baixa amperagem, visando o afastamento dos pombos por choque elétrico, mas sem sacrifícios da espécie. As cercas elétricas são indicadas somente para áreas afastadas da população humana, pelos riscos de choque. 

 

CAPTURA POR ARMADILHAMENTO 

Esta técnica utiliza armadilhas específicas para captura de aves, tendo como iscas grãos quebrados (trigo ou milho) e 1 a 3 pombos que estimulam a aproximação e eficiência de captura. 

 

MANEJO DE RESIDUOS ORGANICOS

O manejo de rações, guarnições, restos alimentares e o acondicionamento adequado do lixo representam medidas relevantes no controle de pombos, bem como de outras pragas urbanas (baratas, moscas, roedores).

  

LIMPEZA DOS LOCAIS INFESTADOS

Considerando-se que as fezes dos pombos são elementos de alta propagação de microorganismos patogênicos, a limpeza dos locais infestados constitui medida prévia obrigatória em qualquer ação de controle.
Recomenda-se o umedecimento das fezes com água, água sanitária ou outro desinfetante, procedendo-se, então, a limpeza e descontaminação do local.
O uso de máscara protetora ou pano úmido protegendo as vias respiratórias (boca e nariz) é de extrema importância, pois a inalação de partículas de fezes ressecadas pode induzir a ocorrência de doenças como histoplasmose, criptococose e psitacose.

A destinação sanitária dos resíduos é outro passo fundamental de segurança.
A finalização do serviço requer a utilização de bactericidas específicos que melhor garantam a descontaminação.

  

DESINSETIZAÇÃO

Os pombos são portadores de ectoparasitas, como piolhos, percevejos, ácaros, carrapatos e moscas que infestam seus abrigos, ninhos e podem penetrar no interior das edificações, causando dermatites e processos alérgicos, com sintomas de rinite e asma.

Após a higienização e descontaminação da área infestada é aconselhável proceder-se a uma desinsetização, com substâncias químicas dos grupos dos organofosforados ou dos piretróides, em pulverizações convencionais dos pombos críticos de infestação.

  

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS

O controle de pombos deve obedecer aos princípios do MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS (MIP), utilizando técnicas associadas que contemplem o saneamento do local infestado, o manejo ambiental, a conscientização populacional e as táticas de controle de baixo impacto.
O programa de manejo de pombos deve embasar-se em medidas não causadoras do sofrimento das aves, com aprovação da legislação vigente e aceitação pelas sociedades protetoras de animais.
A visita técnica para avaliação do problema e as visitas técnicas de monitoramento irão assegurar o diagnóstico e o controle ao longo do tempo.
Considerando que o status dos pombos como pragas urbanas são relativamente recentes, somente a prática adequada poderá aperfeiçoar as medidas de controle para o futuro e fornecer subsídios para a implementação de programas de controle.

 

 

 

 

 

 

  

 

EMPREGO DE SUBSTANCIAS ANTICONCEPCIONAIS 

 São medidas de controle que irão interferir diretamente na redução populacional dos pombos. 

 


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