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O selo de associado da APRAG é a garantia de empresa legalizada, que realiza um trabalho sério no controle de pragas urbanas.



Pragas urbanas são espécies de insetos ou animais que infestam os campos e cidades provocando danos à nossa saúde. E podem picar, morder, danificar alimentos e objetos e ainda transmitir doenças ao homem.

Formigas

Formigas


As formigas são insetos sociais que vivem juntos em colônias. Pertence à ordem Himenóptera, mesmo grupo em que se encontram as vespas e abelhas. Existem várias famílias de vespas e várias de abelhas, no entanto todas as formigas estão agrupadas em uma única família, a família Formicidae.
Mesmo assim, as diferenças de biologia e comportamento entre as diferentes espécies de formigas são acentuadas, variando desde a formiga doméstica, comum de se encontrar dentro de residências, infestando áreas alimentares, até em hospitais, contaminando soro fisiológico e outros equipamentos até a formiga eminentemente rural, especializada em cortar folhas e outras partes vegetais para garantir a sua sobrevivência.
Para entender melhor a diferença entre cada uma destas formigas e podermos traçar um plano de ação consistente para o seu controle, necessitamos conhecer a biologia e comportamento das formigas.
As espécies consideradas pragas são as formigas cortadeiras (saúvas e quenquéns) representadas pelos gêneros Atta e Acromyrmex e as formigas domésticas. Dentre estas últimas citamos as mais importantes: Formiga-fantasma (Tapinoma melanocephalum), Formiga-louca (Paratrechina longicornis), Formiga lava-pés (Solenopsis spp.), Formiga cabeçuda (Pheidole spp.), Formiga carpinteira ou sará-sará (Camponotus spp.), Formiga acrobática (Crematogaster spp.), Formiga Argentina (Linepithema humile), Pixixica ou pequena formiga de fogo (Wasmannia auropunctata), formiga do faraó (Monomorium pharaonis).


VIDA SOCIAL

Todas as espécies de formigas são verdadeiramente sociais ou eusociais, assim como os cupins. Por outro lado, nem todas as espécies de vespas e abelhas são verdadeiramente sociais; algumas possuem hábito solitário. Um inseto é denominado social ou eusocial pela sobreposição de gerações, pela divisão de tarefas e pelo cuidado com a prole. A divisão de tarefas está associada com a presença de diferentes castas dentro da colônia. Existem a casta das operárias e a casta dos reprodutivos (rainhas e machos).

As operárias são as formigas que estamos acostumados a ver. Elas são todas fêmeas, não possuem asas e são estéreis; desempenham ainda todas as funções dentro da colônia que também é chamada de formigueiro. Dentre estas funções citam-se: escavação e limpeza do ninho, procura de alimento, também chamada de forrageamento, alimentação das larvas e rainha(s), alimentação de outras operárias, defesa da colônia, etc. As operárias vivem de dois a três meses e durante toda sua vida trabalham em prol da colônia.

Em algumas espécies de formigas podemos observar, dentro da casta de operárias, indivíduos com a cabeça desproporcionalmente maior e de tamanho mais avantajado em relação às outras operárias. Estas operárias são denominadas soldados e possuem a função de proteger a colônia de inimigos. Apesar de terem este nome são também fêmeas.

Quando ocorre diferenciação de tamanho e forma no corpo das operárias de formigas diz-se que a espécie é polimórfica. Quando as operárias são do mesmo tamanho são chamadas de monomórficas.

Em algumas épocas do ano colônias maduras produzem um grande número de indivíduos alados conhecidos como reprodutores. Muitas vezes os reprodutores são confundidos com os siriris e aleluias que são cupins. As formigas aladas podem então ser diferenciadas dos cupins comparando-se algumas estruturas. As formigas apresentam cintura enquanto os cupins apresentam a mesma largura do corpo, do começo ao fim. Tanto as formigas quanto os cupins têm quatro asas, porém, nas formigas as asas anteriores são maiores que as posteriores enquanto nos cupins todas as quatro asas são do mesmo tamanho. Finalmente as antenas das formigas têm forma de cotovelo, enquanto as dos cupins são retas.

A casta dos reprodutores é caracterizada pelas rainhas e machos. As rainhas são responsáveis pela postura dos ovos e são os maiores indivíduos da colônia; possuem asas para fazer o vôo nupcial, isto é, para o encontro com os machos, cuja cópula ocorre em pleno vôo. Uma vez fecundadas elas procuram um local adequado para fundar um novo ninho e, nesta fase, cortam as asas com as mandíbulas e auxílio das pernas posteriores. Na maioria das espécies de formigas apenas uma rainha é encontrada dentro da colônia e uma vez morta, o formigueiro também morre. Neste caso a espécie é denominada monogênica, com a presença de somente uma rainha fecundada. Entretanto em algumas espécies, especialmente as domésticas, várias rainhas fecundadas podem ocorrer dentro de um único formigueiro. Neste caso a colônia é poligínica, isto é, com várias rainhas. A longevidade da rainha é longa. Rainhas de saúvas podem viver até vinte anos, enquanto rainhas de formigas domésticas vivem aproximadamente 2 a 4 anos.

Os machos também são alados, porém são menores que as rainhas. Sua função é unicamente reprodutiva e têm vida curta.

A identificação é feita observando-se as operárias. O corpo de uma formiga é dividido em cabeça, mesossoma, cintura e gáster. O mesossoma corresponde ao tórax dos outros insetos e o gáster ao abdômen. As características principais para identificar um gênero de formiga são o número de nós na cintura (um ou dois) e o número de segmentos nas antenas. As cores variam muito dentre as espécies e não é uma boa característica de identificação.


BIOLOGIA

As formigas apresentam metamorfose completa isto é, as fases de desenvolvimento passam pelo ovo, larva, pupa e adulto. Os ovos são de tamanho microscópico e por isso, difíceis de serem visualizados a olho nu. As larvas, que não possuem pernas e são de coloração esbranquiçada, passam por vários estágios que também são denominados instares. O número de instares pode variar de 3 a 5. Uma larva eclode de cada ovo sendo esta bastante pequena neste estágio. Após alguns dias, dependendo da quantidade de alimento que a larva recebe e da temperatura, a larva sofre muda, isto é, troca de pele e passa para um segundo estágio, um pouco maior que o primeiro. Neste período é que ocorre o crescimento do inseto. Após o último estágio a larva pára de se alimentar e entra em um estágio denominado pupa. Algumas espécies de formigas apresentam uma pupa coberta por um casulo de seda, enquanto outras se assemelham com o adulto, porém com a cor branca. Neste estágio a formiga além de não se alimentar, também não anda. Depois do estágio de pupa emerge a formiga adulta que são as formigas que vemos andando por todo lado. Rainhas e machos nascem também da mesma maneira. Uma vez atingindo a fase adulta a formiga não mais crescerá.


FORMAÇÃO DE UMA NOVA COLONIA

A fundação de uma nova colônia pode se dar pelo vôo nupcial ou pela fragmentação da colônia. Ocorre vôo nupcial quando a colônia já é madura. Rainhas e machos partem de diferentes colônias e copulam em pleno vôo. A rainha pode copular com até 8 machos, dependendo da espécie. Apesar de milhares a milhões de indivíduos saírem para o vôo nupcial a maior parte irá morrer, pois outros animais poderão comê-los, por condições climáticas adversas ou simplesmente porque as rainhas não encontrarão local adequado para iniciar um novo ninho. Caso a rainha tenha sucesso e encontre um local adequado, ela irá escavar uma pequena câmara e se fechará nela para sempre. Esta rainha iniciará a postura dos primeiros ovos onde eclodirão as primeiras larvas. A rainha irá alimentá-las então depositando ovos especiais de tamanho maior denominado ovos de alimentação ou ovos tróficos. Assim que as primeiras operárias emergirem estas irão abrir a câmara e iniciar o processo de procura de alimento para alimentar as larvas recém eclodidas e a rainha. Enquanto a rainha estiver no período de fundação da colônia ela sobreviverá do metabolismo dos músculos alares que serão transformados em energia para a sobrevivência da rainha. Além disso, enquanto ela esteve sendo alimentada em sua colônia de origem, armazenou energia suficiente para sobreviver o período de fundação.

A fundação de uma nova colônia através da fragmentação ocorre também quando a densidade populacional da colônia está bastante alta. A fragmentação ocorre naquelas espécies de formigas que são poligínicas, isto é, possuem várias rainhas inseminadas dentro de uma única colônia. Rainhas, e operárias com crias partem para novos locais e fundam ali uma nova colônia. A fragmentação pode ocorrer naturalmente ou pode ser induzida quando ocorre aumento excessivo de temperatura e umidade, ou na presença de substâncias repelentes como substâncias químicas (inseticidas).

 

 

Formigas do Faraó

 

Monomorium pharaonis


 

IDENTIFICAÇÃO

As operárias variam de 1,5 a 2 mm de comprimento e são monomórficas. A cintura possui dois nós. A coloração varia do amarelo ao marrom claro. Possui dois nós na cintura. A antena possui 12 segmentos sendo os três últimos segmentos maiores que os anteriores.


ASPECTOS BIOLÓGICOS

Originária das regiões tropicais do continente africano. Foi introduzida acidentalmente nos outros países pelo comércio e atualmente encontra-se largamente disseminada. As colônias podem ser bastante grandes e com várias rainhas. Alimenta-se de substâncias adocicadas, mas é atraída por alimentos gordurosos. Os insetos também fazem parte de sua dieta.


ONDE ENCONTRAR SEUS NINHOS

Pode ser encontrada tanto dentro quanto fora das construções. Não constroem ninhos com terra solta e habitam frestas de parede e calçadas, atrás de pias e tanques de lavar roupas, sob roda-pé e pisos. Seus ninhos podem ser encontrados dentro de aparelhos eletrônicos.

São muito comuns em hospitais, principalmente nos países de clima temperado. Podem carregar várias espécies de bactérias em seus corpos. Ninhos desta espécie já foram encontrados dentro de lençóis dobrados recém esterilizados. Os hospitais brasileiros apenas ocasionalmente apresentam esta espécie.



Formiga Fantasma



Tapinoma melanocephalum

 


IDENTIFICAÇÃO

Possui 1,3 – 1,5mm de comprimento. Um nó na cintura. As operárias são do mesmo tamanho. Possuem antenas com 12 segmentos. As pernas, cabeça e mesossoma são escuras e as pernas e gáster são amarelos.


ASPECTOS BIOLÓGICOS

É poligínica e reproduz-se basicamente por fragmentação, quando uma ou mais rainhas reprodutivas migram da colônia original juntamente com as crias e operárias para novos locais. As colônias são de tamanho médio a grande e podem estar subdivididas. Gosta de alimentos adocicados quando encontradas dentro de residências. Quando encontradas fora de casa alimentam-se de insetos e da substância açucarada produzida por insetos sugadores.

 

ONDE ENCONTRAR SEUS NINHOS

São freqüentemente encontradas nas cozinhas e banheiros. Os armários com alimento são os primeiros lugares onde procurar esta espécie de formiga. Alimentos fechados podem conter as formigas.

A formiga fantasma necessita de muita umidade para sobreviver, assim são muito observadas sob ou sobre pias de cozinhas e banheiros, tanques de lavar roupa, etc.

Vasos de flores podem abrigar ninhos da formiga fantasma, assim como debaixo de pedras, pilhas de objetos e em contato com o solo úmido.

É muito comum nos hospitais brasileiros, podendo carregar vários tipos de bactérias.

 


Formiga Lava-pés



Solenopsis spp.

 

IDENTIFICAÇÃO

São polimórficas, possuem dois nós na cintura e as operárias variam de 3 mm a 7 mm. As antenas possuem 10 segmentos sendo os dois últimos maiores que os anteriores. A coloração varia do marrom avermelhado ao preto. Picam dolorosamente.


ASPECTOS BIOLÓGICOS

Monogínica e reproduz-se basicamente por vôo nupcial. Gosta de todo tipo de alimento e prefere fazer seus ninhos em locais abertos e com muita incidência de sol.

 

ONDE ENCONTRAR SEUS NINHOS

São comumente encontradas em calçadas, gramados e canteiros. Seu ninho consta de um murundu de terra solta que quando mexido observa-se um grande número de operárias e larvas.

 


Formiga Louca



Paratrechina longicornis

 

IDENTIFICAÇÃO

Possui cerca de 3,5 mm de comprimento. As pernas são de tamanho desproporcional ao tamanho do corpo. As antenas possuem 12 segmentos e o primeiro segmento é duas vezes maior que a cabeça. Um círculo de pêlos em volta da abertura anal pode ser observado. A coloração varia de marrom escura a preta. São monomórficas.


ASPECTOS BIOLÓGICOS

O nome formiga louca se refere ao hábito de andar aparentemente sem senso de direção. É originária das regiões tropicais da África e foi acidentalmente introduzida em outros países pelo comércio. Sua biologia ainda não foi bem estudada apesar de sua importância. As colônias são poligínicas e podem ser subdivididas, mas conectadas umas as outras por trilhas de forrageamento. A reprodução pode se dar por fragmentação ou vôo nupcial. Alimentam-se tanto de substâncias adocicadas quanto de insetos.


ONDE ENCONTRAR SEUS NINHOS

Pode ser encontrada tanto dentro quanto fora das construções. Ocupa tanto os locais secos quanto os úmidos. As colônias são encontradas sob calçadas, dentro de caixas de registro de água localizadas no chão, em jardins e sob pedras. Qualquer fresta pode servir de abrigo para o ninho. Mesmo quando o ninho localiza-se fora de casa às formigas podem entrar por janelas, frestas e portas a procura de alimento. São muito comuns em hospitais.

 


Formiga Quenquém


Acromyrmex spp.

 

As quenquéns, gênero Acromyrmex, são formigas cortadeiras, ou seja, cortam material vegetal (folhas e flores). As operárias da quenquém cortam os vegetais levando os pedaços para dentro do formigueiro, onde existe um fungo que as formigas cultivam. As operárias, então, picam em pequeninos pedaços o material vegetal e o inserem no meio do fungo, que vive deste substrato. Envoltas neste fungo são encontradas as larvas que dele se alimentam.

Muitas pessoas confundem as saúvas com as quenquéns que também são formigas cortadeiras. Para diferenciá-las basta observar o número de pares de espinhos presentes no mesossoma. As quenquéns possuem quatro pares de espinhos e as saúvas três.

As operárias da quenquém são polimórficas e seu tamanho varia de 2,0 a 10,5 mm. Operárias de coloração diferente podem ser observadas dentro do mesmo ninho.

As rainhas e machos das quenquéns não têm nomes comuns como às da saúva e ambos são responsáveis pela reprodução da colônia.

A biologia das quenquéns é pouco conhecida.

Os ninhos das quenquéns não são facilmente visualizados como os das saúvas. Podem ser cobertos por palha, terra e fragmentos de vegetais. Algumas espécies fazem montes de terra solta que são bem menores que os das saúvas.

 

 

Formiga Saúva


Atta spp.

 

A saúva, gênero Atta, é uma formiga cortadeira, ou seja, corta material vegetal (folhas e flores). As operárias da saúva alimentam-se basicamente da seiva que as plantas liberam enquanto estão sendo cortadas. Pedaços de material vegetal são levados até o formigueiro onde existe um fungo que as formigas cultivam. As operárias então picam em pequeninos pedaços o material vegetal e o inserem no meio do fungo, que vive deste substrato. Envoltas neste fungo são encontradas as larvas que dele se alimentam.

As formigas cortadeiras são encontradas nas Américas com exceção do Chile. No Brasil ocorrem as seguintes espécies: Atta capiguara (saúva parda), Atta sexdens (saúva limão), Atta bisphaerica saúva mata-pasto, Atta laevigata (saúva cabeça de vidro), Atta robusta (saúva preta), Atta silvai e Atta vollenweideri.

Muitas pessoas confundem as saúvas com as quenquéns que também são formigas cortadeiras. Para diferenciá-las basta observar o número de pares de espinhos presentes no mesossoma. As saúvas apresentam três pares de espinhos e as quenquéns quatro pares.


BIOLOGIA

As operárias da saúva são polimórficas e são divididas em jardineiras, cortadeiras e soldados. Todas são fêmeas estéreis. As jardineiras são as menores e têm como função triturar pedaços de vegetal e colocá-los à disposição do fungo. As cortadeiras são as de tamanho médio. Elas cortam e carregam os vegetais para dentro do formigueiro. Os soldados são os maiores com a cabeça bastante grande. Cortam as folhas auxiliando as cortadeiras, porém têm como função principal proteger a colônia de inimigos naturais.

A rainha das saúvas é chamada de içá ou tanajura. Ela é muito maior que as operárias e facilmente distinguida do resto da colônia. Apenas uma saúva ocorre por formigueiro e quando esta morre em poucos meses o formigueiro se extingue.

Os machos são menores que as rainhas e são chamados de bitus. Sua cabeça e mandíbulas são distintamente menores do que as da rainha, sendo assim facilmente identificados.

A fundação de novas colônias se faz pelo vôo nupcial que ocorre nos meses de outubro a dezembro.

Os ninhos das saúvas são, na maioria das vezes, de fácil visualização. Encontram-se sempre no solo e são formados por montes de terra solta. Sobre estes montes e fora deles podem ser observados vários orifícios, denominados olheiros, por onde as formigas têm acesso ao interior do ninho.

Dentro do formigueiro as formigas escavam várias câmaras que são interligadas por galerias. Nestas câmaras podem ser encontrados câmaras com fungo e com lixo e formigas mortas. A câmara onde fica a rainha é denominada câmara real.



 

Formiga em Hospitais

Nos hospitais brasileiros ocorre uma média de 8 a 12 espécies de formigas por hospital, sendo a maioria, muito difícil de controlar. As espécies mais comuns são:


•  Paratrechina longicornis (formiga louca).


Monomórficas (operárias de apenas um tamanho)

Poligínicas (várias rainhas em um mesmo ninho)

Reproduzem-se por fragmentação (ausência de vôo nupcial)

Fazem ninhos pequenos, porém interligados entre si. Os ninhos podem localizar-se tanto no solo, quanto sob o telhado, em frestas e conduítes.

Utilizam juntas de dilatação da estrutura para atingir áreas internas



•  Tapinoma melanocephalum (formiga fantasma).


Monomórficas (operárias de apenas um tamanho)

Poligínica (várias rainhas em um mesmo ninho)

Reproduz-se por fragmentação (ausência de vôo nupcial)

Faz ninhos pequenos, porém interligados entre si.

Os ninhos localizam-se sob frestas de azulejo, rachaduras de parede e conduítes (sempre na área interna).

 

 

•  Monomorium pharaonis (formiga do Faraó).


Monomórficas (operárias de apenas um tamanho).

Poligínicas (várias rainhas em mesmo ninho).

Reproduzem-se por fragmentação (ausência de vôo nupcial).

Fazem ninhos de tamanho médio e interligados entre si.

Os ninhos localizam-se preferencialmente na área interna, inclusive dentro de equipamentos.


Para um controle efetivo, é muito importante que todos os funcionários do hospital estejam envolvidos na metodologia de controle e na importância da ocorrência destes organismos. Estes devem se conscientizar que eles mesmos podem tomar medidas em seu dia a dia que amenizam a infestação por formigas como diminuir a quantidade de pontos de cafezinho no hospital, bem como cuidar para que alimentos fiquem bem fechados. Orientar os pacientes também é tarefa dos funcionários do hospital.

 

Formigas Urbanas


 

Existem de 18.000 a 20.000 espécies de formigas no mundo, sendo que mais de 11.000 foram estudadas e descritas. Atuam como predadoras de pragas e outras formigas.

No Brasil ocorrem aproximadamente 2.000 espécies, das quais somente 30 são consideradas pragas urbanas, causando danos estruturais, dermatites, danos a equipamentos elétricos e eletrônicos e principalmente disseminando doenças patogênicas (infecção hospitalar).

Entre as espécies economicamente importantes, sem dúvida temos:

• lava pés (Solenopsis spp.), causando danos à agricultura e a saúde pública;

• formiga carpinteira (Camponotus spp.), causando danos a residências, em peças de madeira e em equipamentos eletroeletrônicos;

• formiga faraó (Monomorium pharaonis), largamente espalhada pelo transporte acidental e apresentando alto risco de transmissão de patógenos devido à velocidade de crescimento da colônia em determinada área;

• formiga acrobática (Crematogaster spp) constrói o ninho diretamente no solo ou sob pedras e outros objetos, quando perturbadas podem morder e picar dolorosamente;

• formiga fantasma (Tapinoma melanocephalum), comumente encontrada em árvores doentes, madeiras em decomposição e tendo como principal característica esta espécie o hábito de se movimentar em fileiras perfeitas, preferencialmente infestando alimento rico em açúcar.

Também podemos citar como espécies importantes: formiga cabeçuda (Pheidole spp) e pequena formiga de fogo (Wasmannia auropunctata).

As formigas apresentam comportamento social e necessitam do comportamento do homem para serem dispersas por longas distâncias, encontrar locais para construção de ninhos e obter farta alimentação.

 

BIOLOGIA

Vivem em colônias constituídas de indivíduos adultos (rainha e operárias) e crias que compreendem ovos, larvas e pupas. No processo de manutenção da colônia, as operárias adultas exercem atividades externas ao ninho, tais como coleta de alimento e água. No máximo 30% da população adulta atuam nessas atividades. Os indivíduos que são vistos representam de 5 a 10% do total da colônia.

Na maioria das espécies os machos conservam as asas durante toda a vida e as fêmeas somente até o acasalamento. Seu corpo é dividido em três partes (cabeça, mesossoma e gaster), sendo a característica mais importante à forma do pedúnculo abdominal. Os insetos estéreis são ápteros. Os machos têm um período de vida menor que as rainhas e geralmente morrem após se acasalarem. O maior número de indivíduos da colônia é formado por fêmeas
estéreis (operárias).

 

As grandes diversidades de espécies permitem que construam seus ninhos (formigueiros) em qualquer tipo de lugar, mas a grande maioria constrói seus ninhos no chão, dificultando a localização devido ao seu tamanho reduzido.

 

Outro fator biológico que colabora para a infestação do ambiente é a fragmentação da colônia, onde as operárias partem com rainhas fecundadas e cria para novos locais constituindo uma nova colônia. Isto, graças à perda do vôo nupcial, a cópula ocorre dentro do ninho dividindo-se em um ou mais ninhos originando novas colônias. Necessariamente não ocorre o vôo nupcial, sendo comum à poligamia (várias rainhas na mesma colônia produzindo ovos).


Os ovos depositados pela rainha são, de coloração branco e leitosa carregados pelas operarias e depositados em locais específicos dentro do ninho, enquanto as larvas são ápodes (ausência de pés). As puas são o ultimo estádio antes da fase adulta sofrendo metamorfose.

 

 


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