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O selo de associado da APRAG é a garantia de empresa legalizada, que realiza um trabalho sério no controle de pragas urbanas.



Pragas urbanas são espécies de insetos ou animais que infestam os campos e cidades provocando danos à nossa saúde. E podem picar, morder, danificar alimentos e objetos e ainda transmitir doenças ao homem.

Escorpião

 Escorpiões

 

Pertencem à classe Arachnida. São predadores de aranha e outros insetos, principalmente baratas. Possuem atividade noturna e vivem habitualmente em terras áridas e rochosas, exigindo locais úmidos para se abrigarem. Tem a capacidade de atenderem sua necessidade de água retirando umidade do ar respirado.

Atualmente são conhecidas cerca de 1.400 espécies de escorpiões distribuídas pelo mundo com exceção da Antártida. Estes aracnídeos não são exclusivos das regiões de clima tropical e subtropical podendo ser encontrados nos Alpes suíços, planícies canadenses, floresta amazônica, Europa, Ásia, Oceania e demais regiões. No Brasil as espécies mais importantes em Saúde Pública pertencem ao gênero Tityus, destacando-se as espécies Tityus serrulatus (escorpião amarelo) e Tityus bahiensis (escorpião preto). Encontramos também outras espécies com distribuição geográfica descrita no quadro abaixo.

O escorpião amarelo é o mais venenoso e mais freqüentemente encontrado na região Sudeste, Paraná, Bahia e sul de Goiás. Já o escorpião preto, é encontrado da Bahia ao norte da Argentina, Mato Grosso do Sul e Paraguai.

O homem é o grande responsável pela dispersão de muitas espécies destes aracnídeos através do transporte de cargas em caminhões e ferrovias, distribuindo-os em diversas regiões do território nacional. Nas áreas urbanas podemos encontrar estes escorpiões em locais com infestação de baratas, em terrenos baldios, onde haja acúmulo de entulhos e materiais de construção em jardins sem a devida conservação. Ocasionalmente encontramos escorpiões em residências que não apresentam estas condições, podendo a infestação ser oriunda de terrenos baldios e casas abandonadas na vizinhança.


 

BIOLOGIA

O escorpião carrega o veneno em duas glândulas localizadas em um segmento extra de sua cauda anterior ao ferrão que é o órgão responsável por perfurar e inocular o veneno na vítima. O veneno contido nestas glândulas é liberado parcialmente no processo de caça dos escorpiões visando à imobilização da presa, porém em caso de defesa ocorre a inoculação total do veneno. Os apêndices dianteiros conhecidos vulgarmente como pinças é utilizado pelos escorpiões durante a caça, prendendo e até partindo sua presa. São carnívoros e em determinadas situações ocorre o canibalismo.

Possuem hábito noturno e a visão pouco desenvolvida. Orientam-se pela vibração do ar e do solo e pela pouca acuidade visual localizam suas presas pelo tato.

Curiosamente os escorpiões não colocam ovos, ocorrendo à reprodução através de uma gestação entre 2 a 3 meses e posterior parto, quando os filhotes são expelidos pela fenda genital e logo sobem ao corpo da mãe permanecendo por uma ou duas semanas neste local. O número de descendentes por fêmea varia conforme a espécie.

Comumente encontramos escorpiões sob pedras e entulhos, dormentes de ferrovias, em bromélias localizadas em árvores ou no solo, em porões de residências, cemitérios (devido à presença de baratas), sob assoalhos de madeira e próximo a córregos.

As áreas de problemas de acidentes com escorpiões têm maior destaque nas regiões climáticas mais quentes e recrudescimento nos meses onde ocorrem aumento da temperatura e pluviosidade. Sua longevidade pode chegar a cinco anos. Seu veneno é utilizado para imobilizar as vítimas e são freqüentemente encontrados caçando insetos e aracnídeos debaixo de pedras, troncos, escombros, túmulos etc. Se reproduzem partenogenéticamente, sendo que uma fêmea de escorpião amarelo pode ter quatro ou mais parições e cerca de 70 filhotes durante a vida. Adaptam-se muito bem a todos os tipos de ambientes urbanos e quando encontram alimento e abrigo, se proliferam muito. A sensação provocada pela picada do escorpião é similar a das abelhas e vespas, porém, provoca dores mais intensas, paralisia e podem acarretar até mesmo a morte. 

 

CONTROLE

 Um dos grandes temores dos pais é que seus filhos sejam picados por cobras, aranhas e escorpiões, principalmente hoje que boa parte da população brasileira vive em condomínios afastados dos centros urbanos, com maior contato com a natureza.

Entretanto, aranhas e escorpiões não é privilégio de quem mora fora da cidade. Focos de escorpiões e aranhas são freqüentemente observados em residências nas cidades, preferencialmente nos locais onde há acúmulo de material de construção (tijolos, telhas, madeira) e lixo.

Os cuidados com a coleta sistemática do lixo e a limpeza de quintais e terrenos baldios são excelentes formas de diminuir a presença dos escorpiões, pois estes se escondem durante o dia sob material acumulado.

Criar galinhas em residências e áreas verdes de condomínios tem sido cada vez mais comum. Apesar dos escorpiões terem hábitos noturnos (saírem para se alimentar durante a noite) e as galinhas hábito diurno, estas aves ciscam e removem os escorpiões escondidos, alimentando-se deles.


 

 

Mas, o mais importante é a conscientização que o problema com escorpiões (escorpionismo) é responsabilidade de todos nós. A retirada de entulhos e a limpeza de terrenos baldios devem ser constantemente verificadas e a presença de escorpiões deve ser comunicada ao Centro de Controle de Zoonoses da região.


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